Golpe com perfil falso de juiz em Corumbá mobiliza Polícia Civil

Criminosos usam identidade de magistrado para extorquir vítimas em processos judiciais

14/01/2026 às 10:02
Por: Redação

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul está investigando um esquema de fraude que ocorre no município de Corumbá. Criminosos estão se passando por um magistrado local para aplicar golpes, simulando a liberação de valores judiciais e recebendo vantagens financeiras de forma ilegal. As vítimas, geralmente partes em processos judiciais em andamento, têm recebido mensagens de números desconhecidos.

 

Os golpistas utilizam a imagem e o nome do magistrado para conferir legitimidade ao contato, mencionando números de processos e detalhes específicos. Seguindo essa abordagem, solicitam informações pessoais e bancárias das vítimas, sob o pretexto de realizar "cadastros" ou "depósitos" relacionados à suposta liberação de quantias financeiras.

 

Investigação e recomendações

A Polícia Civil confirmou que o esquema constitui um golpe para obtenção de vantagens financeiras ilícitas, incluindo falsidade ideológica, uso indevido de imagem e tentativa de estelionato. As investigações estão em curso na delegacia local, buscando identificar e responsabilizar os autores conforme as normas penais vigentes.


O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul lançou uma nota oficial reforçando que magistrados não entram em contato direto com partes ou advogados por meio de aplicativos de mensagens ou redes sociais para tratar de questões financeiras ou processuais. A população foi orientada a ignorar tais mensagens.


As autoridades enfatizaram que os cidadãos devem evitar fornecer informações sensíveis por meio de aplicativos nem enviar documentos ou dados bancários. Em situações suspeitas, é essencial procurar a delegacia mais próxima e registrar um boletim de ocorrência.

 

Medidas de prevenção e segurança

Para prevenir novos casos desse tipo de fraude, a Polícia Civil está alertando a comunidade sobre a importância de manter a segurança da informação. Medidas incluem a não partilha de dados pessoais com estranhos e a verificação cuidadosa antes de responder a mensagens que aparentam ser de origem judicial legítima.


"A segurança das informações individuais é crucial na prevenção de fraudes e deve ser sempre priorizada", afirmam as autoridades locais, recomendando maior cautela nas interações digitais relacionadas a questões jurídicas.


A continuidade das investigações e medidas preventivas deve ser acompanhada pela comunidade, enquanto o caso serve de alerta sobre os riscos de cibercrimes, especialmente envolvendo figuras de autoridade.

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